11/03/2010

Psicólogos e Psicopedagogos: Seja voluntario no atendimento de uma criança das Instituições de Acolhimento.

Proteger a criança e o adolescente afastados do convívio com a família de origem constituem dever do Estado e também da sociedade.
 As instituições de acolhimento, carecem de uma assistência mais eficaz na área de psicologia e pedagogia, frente a grande necessidade de tratamento que os acolhidos apresentam nestas áreas.
 Assim, o Instituto Brasileiro de Transformação Social (IBTS), que desenvolve trabalhos nas instituições de acolhimento, convida para início imediato, psicólogos e psicopedagogos que se identifiquem com a causa e possam, com seus conhecimentos, ajudar no atendimento de crianças e adolescentes das seguintes Instituições:

CURITIBA
Acridas Aldeia E Berçário - Bacacheri  
Acridas República Feminina - Tingui
Acridas H. Lupion República Masculina - Vista Alegre / Mercês
Casa Do Pai I – Meninos - Ahú
Casa Do Pai II – Meninas – Mossunguê
Associação Lar Criançarteira – Fazendinha
Casa De Apoio Acácias Unidas - Vila Hauer
Casa De Apoio Exército De Salvação – Boqueirão
Fundação Iniciativa – Uberaba
Casa Hai - Associação Beneficente Israelita Hai (Abihai) –Campo Comprido
Lisa - Lar Infantil Sol Amigo - São Bráz
SÃO JOSÉ DO PINHAIS
Associação P. J. Ceconello – Casa Abrigo Menino Jesus
COLOMBO
Lar Hermínia Scheleder

COMO POSSO AJUDAR?

O psicólogo:
  • Atendimento familiar.
  • Prestar atendimento aos acolhidos, com questões ligadas à personalidade, à aprendizagem, à motivação, à memória, à inteligência, ao funcionamento do sistema nervoso de modo integrado ao conjunto de disciplinas que formam a Neurociência, ao desenvolvimento, ao comportamento sexual, à agressividade, ao comportamento em grupo, aos processos psicoterapêuticos, ao prazer e à dor com especial atenção aos processos afetivos ou cognitivos do sofrimento (ansiedade, depressão etc.), além de todos os outros processos psíquicos e comportamentais não citados.
  • Elaborar pareceres, aplicar técnicas individuais ou em grupo de avaliação.

O psicopedagogo:
  • Investigar o processo de aprendizagem do abrigado visando entender à origem da dificuldade ou distúrbio apresentado.
  • Realizar entrevista inicial com os pais ou responsáveis pela criança ou adolescente.
  • Trabalhar o desejo de aprender.
  • Acompanhamento Psicopedagógico.
  • Manter contatos periódicos com a equipe.

Para participar, é necessário, estar inscrito no Conselho Regional de que rege sua profissão e a especialidade em que irá atuar voluntariamente.
O contrato de voluntariado é assinado com a Instituição responsável pela criança ou adolescente.
Para se inscrever, faça-o por e-mail, anexando um currículo e destacando “EU POSSO AJUDAR” no campo assunto da mensagem, para: ibts@transformacaosocial.com.br




26/11/2009

UM EXEMPLO DE APRENDIZAGEM PELO CURSO - PASSATEMPO & CIA

Uma das crianças que participa do curso Passatempo & Cia. do Programa HSBC Educação, de quatro anos de idade, começou o 2º semestre de 2009 com muita dificuldade. O menino não sabia identificar cores e formas geométricas, não tinha coordenação motora bem desenvolvida a ponto de não conseguir pular com os dois pés, e se distraía muito facilmente. Durante o semestre, o curso trabalhou todos esses aspectos com as crianças atendidas: estimulação do desenvolvimento da orientação lateral, do equilíbrio, da orientação espacial e temporal, da percepção visual e auditiva. Um dos momentos mais gratificantes foi vivenciado quando foi percebido que esse menino conseguiu separar todas as figuras de cor vermelha, durante a realização de um jogo de blocos lógicos. Mesmo que as outras crianças tivessem separado todas as cores em menos tempo, ele já fez muito mais do que teria feito no primeiro dia de aula. O trabalho desenvolvido por este curso é de fundamental importância, já que possibilita a aquisição de conhecimentos básicos para o aprendizado futuro da matemática, como as formas geométricas. Além disso, oferece às crianças um maior conhecimento das potencialidades e dificuldades acerca do seu próprio corpo.

Marina Buschmann - Estagiária IBTS

17/11/2009

OS BENEFÍCIOS DO CURSO DE PRÁTICAS EDUCATIVAS PARA EDUCADORES DAS INSTITUIÇÕES DE ACOLHIMENTO

O curso de Práticas Educativas do Programa HSBC Educação, voltado aos educadores sociais das instituições de acolhimento parceiras, realizado em 2009 pelo IBTS, foi considerado de grande valor pelos participantes. Seu objetivo é desenvolver práticas educativas, que, em outras palavras, significam habilidades para educar e se relacionar adequadamente com as crianças e adolescentes.
O encontro de encerramento, em que estiveram presentes os gestores e os educadores, foi um momento muito rico de troca e de avaliação dos benefícios desse curso. Os educadores afirmaram terem adquirido novas habilidades para colocar regras, conscientizaram-se sobre a importância do elogio e perceberam que o curso ajudou a se colocar mais no lugar da criança, o que facilita a compreensão das necessidades desta, garantindo um melhor atendimento na instituição.
Os gestores, por sua vez, reconheceram a necessidade de qualificação permanente para esses profissionais, bem como valorizaram aquilo que os educadores já possuem de conhecimento e habilidades. Na seqüência desse curso, que teve um enfoque teórico, os participantes passaram pelo curso prático, realizado na própria instituição, a fim de exercitarem o conhecimento adquirido na relação com a criança acolhida. Práticas Educativas é um curso essencial para aperfeiçoar o atendimento prestado pelos educadores dos abrigos do Programa HSBC Educação.

Andressa Sperancetta - Psicóloga

16/11/2009

"Hora do saber"

Durante o 2º semestre de 2009, o curso hora do saber que tem como objetivo estimular o desenvolvimento da inteligência lógica matemática, traz trabalhos de forma lúdica, pois, vários autores e inúmeras pesquisas enfatizam o papel dos jogos e das brincadeiras no desenvolvimento humano.
De acordo com Piaget, citado em Antunes (2005), por volta dos sete anos, a criança já tem noção de classificação, seriação e relacionamento, aspectos que auxiliam o desenvolvimento da inteligência lógica matemática, para o uso de sistemas de numeração, mas as crianças ainda não conseguem raciocinar sozinhas e necessitam manusear materiais concretos que permitam fazer essas relações.
Trabalhamos com crianças na faixa etária de 7 à 10 anos e muitas apresentam bastante dificuldade na área da matemática. 
É através da manipulação de materiais concretos, como material dourado, que a matemática vem se transformando em um momento novo de descoberta pois as crianças estão aprendendo brincando e isso transforma o pensamento que a maioria dos participantes tinham: _ “Odeio matemática”. Nos grupos da hora do saber já não se escuta mais isso.


Priscilla Santana Van Kan - Pedagoga