21/08/2012

Criança Segura


Educação a Distância para Formação de Mobilizadores
Site que oferece cursos gratuitos on line

Visando disseminar informações sobre a prevenção de acidentes com crianças e adolescentes a um número cada vez maior de pessoas, de todas as regiões do país, a CRIANÇA SEGURA desenvolveu cursos realizados inteiramente a distância, pela internet.
Os cursos são dirigidos a públicos específicos, de acordo com os objetivos de cada participante. Em todos os cursos, são apresentadas estatísticas sobre os acidentes, artigos de especialistas, vídeos e atividades para serem realizadas com as crianças e outros públicos.

Criança Segura Online para educadores e multiplicadores - aborda todas as formas de acidentes com crianças e adolescentes até 14 anos em 3 módulos, com 20h de carga horária cada. É voltado a pessoas que atuam diretamente com crianças e demanda do participante a realização de atividades de multiplicação. O relato das atividades realizadas é condição para certificação da carga horária total (60h).
Criança Segura Online para familiares e responsáveis - Neste curso, familiares e responsáveis por crianças têm acesso a informações sobre as diferentes formas de acidentes com crianças – dados estatísticos, relação com o desenvolvimento infantil, etc. – e sobre as formas de evitá-los. O conteúdo inclui atividades lúdicas para fazer com as crianças (histórias, jogos) e ensiná-las sobre a importância o tema. A carga horária total é de 20h e não há exigência para a realização de atividades de multiplicação.
Criança Segura no trânsito online - Com oito aulas e carga horária de 24 h (que pode ser aumentada com a realização de atividades de multiplicação), este curso tem foco na prevenção de acidentes no trânsito com crianças e adolescentes até 14 anos. Voltado a educadores de trânsito, professores do ensino fundamental, líderes comunitários e todas as pessoas interessadas na causa dispostas a multiplicar este conhecimento em sua comunidade. Ao longo do curso, o participante elabora um Plano de Ação para multiplicação do conhecimento, e a realização de atividades é condição para certificação.

17/07/2012

De menor a maior abandonado

Jovens que completam 18 anos deixam abrigos sem perspectiva profissional. Faltam ações para ajudar na transição para a vida adulta

Prestes a completar 18 anos, no mês que vem, Bruno (nome fictício) já tem algumas certezas na vida. Uma é de que nunca mais verá seus irmãos. Um foi adotado há mais de cinco anos e outros dois estão presos por tráfico de drogas. Com a destituição familiar decretada pela Justiça em 2005, a única informação que ele possui da mãe é que ela se tornou moradora de rua. “Ela não tinha mais condições de nos criar. Desde pequeno, eu a ajudava a catar material reciclável pelas ruas”, conta.
Bruno é um dos 2.187 menores de idade que vão completar a maioridade dentro de abrigos no Brasil ainda em 2012. Consequentemente, deixam de estar sob a tutela do Estado e enfrentam sozinhos a transição para a vida adulta.

Bruno, que já cheirou cola e fumou maconha antes de completar 6 anos de idade, morou primeiramente em uma instituição de Piraquara, na Grande Curitiba, onde ficou por 3 anos. Depois, passou a residir na Casa do Piá 3, na capital. Ele não esquece o dia em que pisou pela primeira vez no abrigo: 21 de junho de 2005. “Aqui é a minha família”, diz. Outra certeza de Bruno é não querer o mesmo destino dos irmãos presos. Para isso, estuda à noite – está no 1.º ano do ensino médio – e trabalha em uma metalúrgica, das 8 às 15 horas.
Com a maioridade, os jovens abrigados são considerados aptos a viver por conta própria, mesmo quando não possuem capacitação profissional. Como não há um programa direcionado exclusivamente a esse público no Brasil, o risco de que eles caiam nas armadilhas da rua é grande.
Por isso, o caso de Bruno pode ser considerado uma exceção à regra. Como todo adolescente, ele tem dúvidas acerca de seu futuro – a maioria delas ligada ao destino profissional. “Quero fazer cursos técnicos e subir de cargo na empresa.” Hoje seu salário é de aproximadamente R$ 600 por mês e ele diz ter algumas economias guardadas na poupança.
Depois de celebrar seu aniversário, existe a possibilidade de ele ficar ainda mais alguns meses no abrigo. Mas só até conseguir a casa própria. “Fiz a inscrição no Minha Casa Minha Vida. Acho que o fato de eu ser sozinho e querer ser alguém na vida me motiva a ir atrás das coisas.”

Políticas públicas
Para o sociólogo e professor da Universidade de Brasília (UnB) Antônio Flávio Testa, uma das principais falhas do sistema é justamente a ausência de políticas públicas para a juventude – especialmente a quem está em abrigos. “Pela legislação, o atendimento nos abrigos é obrigatório até a pessoa completar 18 anos. Como o jovem vai fazer se for obrigado a sair dali sem emprego e sem casa?”. Testa afirma que deveria existir uma instituição que fornecesse aporte técnico e psicológico para eles. “Se não houver uma intervenção eficaz do Estado, o jovem cairá na criminalidade”, avalia.
Janaína Rodrigues, membro do Conselho dos Direitos da Criança e Adolescente do Paraná, também considera haver uma lacuna nas políticas públicas. “Principalmente para quem completa a maioridade em abrigo. Em alguns estados existem repúblicas que mantêm jovens até 21 anos, mas ainda são poucos.” Para ela, o problema está na desvinculação imediata do Estado quando o jovem atinge a maioridade. “Ele pode sair da instituição, com grande chance de se perder na vida”, diz.


Quanto mais idade tem a criança, mais difícil é a sua adoção
As estatísticas comprovam. Quanto mais idade tem a criança ou o adolescente, mais difícil é a adoção. Segundo o último boletim do Cadastro Nacional de Adoção – mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – de junho deste ano, existem no Brasil 454 jovens de 17 anos aptos à adoção e 530 de 16 anos. Ao passo que em todo o território nacional há somente 21 bebês com menos de 1 ano na mesma situação.
Para as crianças entrarem na fila de adoção é necessário que ocorra a destituição familiar – que acontece quando nenhum familiar tem condições de ficar com a criança. O Paraná tem o terceiro maior número de crianças e adolescentes disponíveis para adoção: 641.
“Essas pessoas perdem o elo com a família e não tiveram chance de adoção. Por isso é essencial que, quando saírem do abrigo, encontrem possibilidades de dar continuidade a suas vidas”, opina Janaína Rodrigues, membro do Conselho dos Direitos da Criança e Adolescente do Paraná.

Lei
A legislação, de 2009, determina que as crianças não podem ficar mais de dois anos em abrigos de proteção, exceto se houver alguma recomendação judicial. A lei também estabelece que a cada seis meses a situação da criança seja revisada. A partir daí, indica se ela será encaminhada para adoção, se pode voltar para a família de origem ou, ainda, se deve permanecer no abrigo. “Mas ainda não há uma preocupação em como fazer a reinserção social do jovem quando ele sai do abrigo depois que completa 18 anos”, reforça a vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – seção Paraná, Isabel Kugler Mendes.


Publicado: Gazeta do Povo em 17/07/2012
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1275805&tit=De-menor-a-maior-abandonado

12/07/2012

Encerramento do 1º semestre do curso de Formação para o Trabalho

O IBTS encerrou na última sexta feira, dia 6 de Julho, o primeiro semestre de 2012 do curso Formação para o Trabalho realizado com 31 jovens entre 13 e 16 anos das instituições de acolhimento parceiras do Programa HSBC Educação. O curso que prepara os jovens para o mercado de trabalho contava neste período com duas turmas do primeiro módulo e uma turma do terceiro módulo.

Para o encerramento desta etapa, o IBTS procurou uma atividade cultural para os jovens programada em planejamento de Ações Socioeducativas.  Foi agendada uma visita no Museu Oscar Niemeyer, para uma visita guiada e a participação de uma oficina que fazem parte da exposição de um dos grandes nomes da arte paranaense: Poty Lazzarotto.

O intuito era de proporcionar aos jovens o contato com a arte de forma diferenciada que pode e deve ser explorada por eles em busca de conhecimento, diversão e cultura podendo ajuda-los em seu desenvolvimento pessoal e também profissional.


SOBRE O PROGRAMA HSBC EDUCAÇÃO

O programa, gerido pelo Instituto HSBC Solidariedade, é uma das principais iniciativas do HSBC no foco social. Ele foi lançado em março de 2001 e foi reformulado em março de 2008 em parceria com o IBTS. A partir desta parceria, novos trabalhos ligados ao acolhimento de crianças e adolescentes foram inseridos, inclusive promovendo, o preparo dos técnicos e educadores das instituições com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento educacional e psicossocial da criança e adolescente enquanto ele permanece na instituição.


SOBRE O CURSO

O curso Formação para o Trabalho teve início no ano de 2011 e pode ser considerado um preparatório para a entrada no Projeto Jovem Aprendiz e posteriormente o encaminhamento do jovem ao mercado de trabalho.  O curso possui um sistema modular durante dois anos, organizado em quatro módulos, e por competências, que privilegiam a diferenciação dos percursos formativos, a individualização e a contextualização da formação ao meio socioeconômico, cultural e profissional dos jovens acolhidos.
Neste ano, teremos a primeira turma formada do curso Formação para o Trabalho e, o IBTS já se prepara para as atividades do próximo semestre que se iniciam no dia 13 de Agosto de 2012.


SOBRE A EXPOSIÇÃO
“Poty, de todos nós” reúne 800 itens da produção de um dos mais expressivos artistas do Paraná. A mostra ocupa o salão principal do Museu Oscar Niemeyer e reúne desde desenhos de infância, passando pelo material que ele produziu durante a temporada em que estudou na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, até gravuras e outros conteúdos que ele realizou ao longo de seu percurso.  
Mais informações no site do MON:
http://www.museuoscarniemeyer.org.br/exposicoes/potysite.html


Instituto HSBC Solidariedade seleciona projetos para apoio em todas as regiões do país
Estão abertas as inscrições para a “Seleção do Cartão Instituto HSBC Solidariedade 2012” e para a “Seleção de Geração de Renda 2012”, que apóiam projetos sociais em todas as regiões do Brasil.
Este ano, serão investidos R$ 6,32 milhões em 68 projetos. Sessenta projetos terão como foco a educação, com o objetivo de reduzir a vulnerabilidade de crianças e adolescentes aliada ao sucesso escolar.
Cada projeto receberá R$ 100 mil reais durante dois anos de parceria (60% do valor no primeiro ano, 40% no segundo). Também serão selecionados oito projetos de geração de renda, com o objetivo de promover negócios inclusivos, a transformação social e a preservação do meio ambiente. Os projetos receberão R$ 40 mil reais em parcela única, além de uma consultoria de um ano da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Fundação Getúlio Vargas.
Podem participar da seleção projetos de organizações não-governamentais, como fundações, institutos e associações sem fins lucrativos, legalmente constituídos no país. As fichas de inscrição e o regulamento estão disponíveis na página do HSBC: http://www.hsbc.com.br/1/2/portal/pt/sustentabilidade/investimento-social/selecao-de-projetos
As inscrições podem ser feitas até o dia 10 de agosto e os projetos selecionados serão divulgados no site no dia 14 de novembro. Todos os projetos apoiados devem ser apadrinhados por colaboradores voluntários das empresas do Grupo HSBC (incluindo GLT Brasil e Losango). Os padrinhos e madrinhas indicam os projetos para serem avaliados e, após a formalização da parceria, se tornam o elo entre as instituições sociais apoiadas e o Instituto HSBC Solidariedade, sendo corresponsáveis pelo acompanhamento das atividades.
Fonte: Imprensa HSBC.